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O Maior Erro dos Vendedores em Portugal Continua a Ser o Preço

Quando um imóvel não vende, a maioria das pessoas assume imediatamente que o problema está no mercado.

Na prática, o problema mais comum continua a ser o mesmo: preço desalinhado com a realidade.

Muitos proprietários definem o valor de venda com base em:

  • anúncios online;

  • expectativas pessoais;

  • opiniões de amigos;

  • valores pedidos por imóveis semelhantes;

  • ou simplesmente no montante que “gostariam” de receber.

O problema é que o mercado não reage a expectativas. Reage a comparação.

Um comprador não avalia um imóvel isoladamente. Avalia-o ao lado de dezenas de alternativas disponíveis na mesma zona, dentro do mesmo orçamento e com características semelhantes.

Quando o preço está acima da perceção de valor do mercado, o impacto surge quase imediatamente:

  • menos contactos;

  • menos visitas;

  • menor urgência dos compradores;

  • aumento do tempo em mercado;

  • maior margem para negociação agressiva.

E existe um fenómeno muito comum no imobiliário português: a falsa sensação de que “podemos começar alto e depois baixar”.

Na teoria parece lógico.

Na prática, acontece frequentemente o contrário.

Os primeiros dias de entrada no mercado são normalmente os mais importantes em termos de visibilidade e interesse. É nesse período que os compradores mais ativos observam o imóvel pela primeira vez.

Se o preço inicial afastar esses compradores, o imóvel perde força comercial logo desde o início.

Com o passar das semanas começam a surgir perguntas automáticas:

  • “porque ainda não vendeu?”

  • “há algum problema?”

  • “o preço vai acabar por baixar?”

O imóvel deixa de transmitir novidade e passa a transmitir resistência de mercado.

Outro erro frequente é confundir preço anunciado com preço efetivamente vendido.

Em Portugal, existe ainda uma enorme diferença entre:

  • valores pedidos;

    e

  • valores finais de transação.

Muitos vendedores analisam apenas anúncios online sem acesso aos valores reais de venda concluída, criando expectativas irrealistas logo na definição inicial do preço.

O resultado acaba frequentemente no mesmo:

  • reduções sucessivas;

  • desgaste do processo;

  • negociações mais agressivas;

  • venda abaixo daquilo que poderia ter sido conseguido com um posicionamento correto desde o início.

Definir o preço certo não significa “vender barato”.

Significa entrar no mercado com uma estratégia credível, competitiva e alinhada com a forma como os compradores realmente tomam decisões.

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