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Porque Comprar Casa em Portugal Continua a Exigir Capitais Próprios Elevados

Uma das maiores surpresas para muitos compradores acontece logo no início do processo: perceber que o crédito habitação não cobre o custo total da compra.

Existe ainda a ideia de que basta conseguir aprovação bancária para comprar casa.

Na prática, a realidade é bastante diferente.

Mesmo quando o banco financia uma percentagem elevada do imóvel, o comprador continua normalmente responsável por:

  • entrada inicial;

  • IMT;

  • Imposto do Selo;

  • escritura;

  • registos;

  • comissões bancárias;

  • seguros;

  • e outras despesas associadas ao processo.

O resultado é simples: comprar casa em Portugal continua a exigir um volume significativo de capitais próprios.

Muitas famílias descobrem isto demasiado tarde.

Por exemplo, um comprador pode conseguir financiamento para:

  • 90% do valor do imóvel.

Mas isso não significa que precise apenas dos restantes 10%.

Na prática, os custos totais iniciais podem representar dezenas de milhares de euros adicionais dependendo:

  • do valor da compra;

  • da localização;

  • do tipo de imóvel;

  • e do perfil de financiamento.

Existe ainda outro fator importante: o banco financia normalmente sobre o valor mais baixo entre:

  • preço de compra;

    e

  • avaliação bancária.

Quando a avaliação fica abaixo do valor negociado, o comprador precisa de reforçar ainda mais os capitais próprios para conseguir concluir o negócio.

Isto tornou-se particularmente relevante nos últimos anos devido ao aumento dos preços da habitação.

Ao mesmo tempo, muitas famílias enfrentam dificuldade em acumular poupança suficiente enquanto suportam:

  • rendas elevadas;

  • aumento do custo de vida;

  • inflação;

  • e prestações mais altas noutros créditos.

Outro problema frequente é a subestimação dos custos paralelos à compra.

Muitos compradores concentram-se apenas na entrada e esquecem:

  • impostos;

  • mudança;

  • obras;

  • mobiliário;

  • eletrodomésticos;

  • ou fundo de emergência após a aquisição.

O resultado é um processo financeiramente mais exigente do que inicialmente esperado.

Por isso, a verdadeira preparação financeira não passa apenas por perceber:

“quanto o banco empresta?”

Passa também por perceber:

“quanto capital próprio será realmente necessário para comprar de forma segura e sustentável?”

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