Pular para o conteúdo

 

Porque Tantos Negócios Falham Entre o CPCV e a Escritura

Muitas pessoas acreditam que, depois da assinatura do CPCV, o negócio está praticamente garantido.

Na realidade, existe ainda uma fase crítica entre o contrato-promessa e a escritura onde continuam a surgir problemas suficientes para atrasar — ou até impedir — a conclusão da compra e venda.

É precisamente neste período que entram em jogo:

  • bancos;

  • avaliações;

  • documentação;

  • hipotecas;

  • prazos;

  • validações legais;

  • e coordenação entre várias entidades diferentes.

Enquanto o CPCV representa um compromisso jurídico, a escritura depende da validação efetiva de todas as condições necessárias para concluir o negócio.

Um dos problemas mais frequentes surge no financiamento.

Muitos compradores avançam para CPCV assumindo que o crédito será automaticamente aprovado, mas a aprovação definitiva depende ainda de vários fatores:

  • análise final do banco;

  • estabilidade financeira;

  • avaliação do imóvel;

  • documentação;

  • taxa de esforço;

  • políticas internas da instituição.

Quando a avaliação bancária fica abaixo do preço de compra, o comprador pode ser obrigado a aumentar significativamente os capitais próprios para conseguir concluir o negócio.

E nem sempre consegue.

Outro problema frequente está relacionado com o próprio imóvel.

É nesta fase que muitas vezes surgem:

  • hipotecas ainda registadas;

  • divergências de áreas;

  • licenças em falta;

  • penhoras;

  • dívidas de condomínio;

  • documentação expirada;

  • ou situações que nunca tinham sido devidamente regularizadas.

Muitos destes problemas poderiam ter sido identificados muito antes da aceitação da proposta.

Mas na prática, continuam frequentemente a aparecer apenas quando já existe compromisso contratual e pressão temporal para concluir o negócio.

Existe ainda outro fator pouco falado: a coordenação.

Uma transação imobiliária raramente depende apenas de comprador e vendedor.

Entre CPCV e escritura é comum existirem:

  • dois bancos;

  • mediadores;

  • avaliadores;

  • conservatórias;

  • notários ou solicitadores;

  • administradores de condomínio;

  • departamentos jurídicos;

  • e diferentes prazos legais a cumprir.

Basta uma peça falhar para criar atrasos em cadeia.

É por isso que muitos negócios aparentemente simples acabam por se transformar em processos longos, tensos e imprevisíveis.

A maioria dos problemas não nasce na escritura.

Nasce muito antes — quando preparação financeira, validação documental e estrutura contratual não foram tratadas com o rigor necessário desde o início.

Planeie o Próximo Passo

Escolha a solução que melhor se adapta ao momento em que está... com acompanhamento estratégico em cada etapa do processo imobiliário.