É o montante total de dinheiro que tens de ter "de lado" (além da entrada da casa) para pagar todas as taxas, impostos e custos burocráticos associados à compra. É o famoso "custo de fecho" do negócio.
Planeamento Realista: Evita que chegues ao dia da escritura e não tenhas dinheiro para pagar os impostos ao Estado (sem os quais a venda não acontece).
Autofinanciamento: É importante saber que o banco não empresta dinheiro para estes custos. Este valor tem de vir 100% das tuas poupanças.
Previsão de Gastos: Ajuda a calcular exatamente quanto precisas de ter na conta bancária no dia da escritura.
Geralmente, deves prever os seguintes custos:
IMT: O imposto mais caro (calculado sobre o valor da casa).
Imposto do Selo (IS): 0,8% sobre o valor da casa + 0,6% sobre o valor do empréstimo.
Escritura: Honorários do cartório ou serviço Casa Pronta (entre 400 € a 800 €).
Comissões Bancárias: Comissão de abertura de processo, avaliação e estudo (entre 500 € a 1.000 €).
Registos: Registo de aquisição e registo de hipoteca na Conservatória.
Uma regra prática é reservar entre 4% a 6% do valor total do imóvel para estas despesas.
Exemplo: Para uma casa de 200.000 €, deves ter uma provisão de cerca de 8.000 € a 12.000 € (além dos 20.000 € da entrada de 10%).
Ao Banco: As comissões bancárias pagam-se durante o processo.
Ao Estado/Cartório: O IMT e o Selo pagam-se nos dias que antecedem a escritura. Os custos de cartório pagam-se no próprio dia.
Se fores Jovem (até 35 anos) e comprares a tua primeira casa (HPP) por um valor até cerca de 316.000 €, podes estar isento de IMT e Imposto do Selo (aquisição). Isto reduz a tua necessidade de provisão em milhares de euros.